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Como organizar as suas finanças 

15 de Setembro de 2020

Como organizar as suas finanças  aprox. 10 min de leitura

1- Anote os seus ganhos e gastos

Como um primeiro passo para organizar a sua vida financeira pessoal e familiar, a orientação é anotar todos os gastos, por um mês, para visualizar um cenário completo. 
Em um papel, uma planilha no computador ou no celular, registre os ganhos, as despesas fixas e essenciais do mês e também os gastos variáveis, como os supérfluos.
Ao analisar os extratos do cartão ou débitos na conta, você pode se deparar com gastos recorrentes, que devem ganhar uma linha especial: o cafezinho depois do almoço, o lanche da tarde, o salão de beleza, a barbearia, etc.
No final, faça a soma de quanto dinheiro está entrando mensalmente, de quanto você está gastando com o que é essencial, com o que é variável e até mesmo dispensável.

2- Tenha clareza de todas as suas dívidas, caso você as tenha

Outro passo é listar todas as dívidas que estão consumindo parte do seu orçamento mensal/anual: empréstimos, parcelamentos, negociações, boletos atrasados, mensalidades, faturas do cartão, cheque especial, etc.
Fazer essa lista das dívidas pode ser assustador, especialmente para quem não consegue entender como se colocou em uma situação de endividamento. No entanto, esse choque de realidade é essencial para planejar os próximos passos.

3- Sobra ou falta dinheiro no final do mês?

Quando você analisa os seus ganhos, as despesas essenciais, os gastos variáveis e as dívidas, você responde: está sobrando ou faltando dinheiro no fim do mês?
Se a diferença entre ganhos e gastos é maior do que você pensava, aproveite o susto para repensar atitudes e começar a cortar os excessos. Mostre a situação financeira para a família e inclua todos na discussão dos próximos passos.

4- Renegocie e organize as suas dívidas

Dívidas podem desestabilizar a vida da família. Se você tem atrasos com aluguel ou financiamento da casa, procure a imobiliária ou o banco para mostrar seu interesse em resolver. Para contas de água, luz e gás atrasadas, entre em contato com as empresas e negocie um parcelamento para evitar cortes. Se possível, ofereça para pagar a primeira parcela de imediato. Faça o mesmo com a mensalidade da escola dos filhos.
Antes de falar com os credores, é importante preparar propostas de pagamento que caibam dentro do seu orçamento. Não adianta propor uma renegociação de dívida que você sabe que não conseguirá honrar.
Já com as instituições financeiras, é importante atentar que cheque especial, rotativo do cartão e crédito para negativados normalmente possuem os juros mais altos do mercado. Considere trocar esse tipo de dívida por opções com juros mais baixos, como crédito pessoal ou empréstimo consignado. 

5- Corte os excessos em serviços 

Aproveite para listar e avaliar a real necessidade de todos os serviços, assinaturas e boletos que paga, reavalie o que está realmente utilizando: streaming de música, de séries e filmes, games, revistas, jornais, clube de compras. Converse com a família para cancelar os serviços que não possuem versão gratuita ou que vocês menos acessam.
Também é o momento de ligar para as operadoras de telefonia, celular, internet, TV a cabo e outros serviços para negociar uma redução das tarifas ou dos planos. Avalie se há opções mais baratas que atendem às suas necessidades. Se não houver negociação, pense seriamente em mudar de operadora, quando for possível. Normalmente, há mais vantagens para novos clientes do que para a manutenção dos antigos.
Também é uma boa hora para avaliar seu contrato com a academia e buscar alternativas, como procurar vídeos e apps com exercícios para fazer em casa. Outra possibilidade é aproveitar o momento para cozinhar, ao invés de pedir comida, e gastar mais, nos apps e serviços de delivery.

6- Gaste com mais atenção

Controlar os gastos e a impulsividade é essencial para organizar a vida financeira. Isso não significa deixar de fazer coisas bacanas que você gosta, mas sim adequar os programas ao seu orçamento. Dizer não a alguns convites e ao seu próprio impulso consumista deve fazer parte da rotina de quem quer ter dinheiro na conta no final do mês.
Cancele assinaturas de e-mails de promoções e desative as notificações de apps de compras no celular. Essas simples ações, combatem o impulso ao consumo, assim como ir ao supermercado sem lista de compras.
Se você realmente precisa ou quer comprar alguma coisa, tenha certeza de que ela cabe no seu orçamento ou programe-se, como um objetivo de curto ou médio prazo: guarde dinheiro até ter o valor necessário. Compare preços, procure cupons online de desconto e serviços de cashback.
Para acompanhar os gastos com mais atenção, uma sugestão é concentrá-los no cartão de crédito ou débito. Acompanhe a fatura pelo app no celular, pelo menos, a cada três dias. Se você controlar os gastos ao longo do mês, não terá surpresas no fechamento da fatura do cartão. E pague sempre a fatura completa. Isso ajuda a melhorar sua pontuação com a instituição para, no futuro, negociar desconto ou isenção da anuidade, pedir aumento do limite ou solicitar um cartão com programa de pontos mais vantajoso.
Tendo maior clareza de todos os seus gastos, naturalmente você ganha mais consciência sobre os pequenos gastos do dia a dia e o peso que eles fazem no seu orçamento geral.

7- Adote medidas drásticas se for preciso

Para ter uma vida financeira saudável, é preciso cortar excessos e reduzir o consumo. Se o seu endividamento é mais grave ou se seu estilo de vida não cabe mais no seu orçamento, é preciso levar em consideração algumas mudanças mais drásticas.
Isso significa, por exemplo, procurar um imóvel com aluguel mais barato, vender o carro, mudar os filhos de escola, desfazer-se de eletrônicos, livros, sapatos e peças que possam render algum dinheiro na venda. Há grupos no Facebook e sites especializados que podem ajudar nesse processo.
Se for possível, procure oportunidades de renda extra. 

8- Organize o orçamento racionalmente

Após um período de consumo mais consciente e corte de excessos, sua relação de ganhos e gastos estará atualizada e você poderá organizar seu orçamento de forma mais racional. Existe uma fórmula simples que divide os gastos em três categorias:
- 50% para gastos essenciais, como moradia (aluguel, financiamento da casa, condomínio, água, luz, manutenção), educação, saúde, alimentação nos dias úteis e transporte.
- 30% para os gastos variáveis, supérfluos e do estilo de vida, como cuidados pessoais, celular, combustível do carro, academia, internet, TV a cabo, lazer, diversão, alimentação no final de semana e compras.
- 20% para pagar dívidas e investir para os sonhos de curto, médio e longo prazos, e para fortalecer a sua reserva de emergência.
As proporções até podem variar um pouco, mas o ideal é tentar mantê-las nesse patamar. Por exemplo, reduzir os gastos com supérfluos e estilo de vida enquanto você estiver pagando dívidas, mas não deixar de investir, ao menos, 10% quando a situação começar a se normalizar.

9- Priorize seus sonhos

Planejar sonhos é uma forma prática de manter o foco nas coisas importantes, sejam os sonhos de consumo, como comprar um novo smartphone ou trocar de carro; as realizações, como fazer uma viagem com a família ou pagar os estudos dos filhos; ou planejar uma aposentadoria com mais conforto.
A dica é estabelecer os seus sonhos de curto, médio e longo prazos da forma mais objetiva possível, com período e o valor planejado. Depois da ajuda da família para sair das dívidas, esse foco motiva a todos para seguir reduzindo gastos e controlando o consumismo em nome de prioridades e objetivos maiores.
Depois das dívidas pagas, negociadas e encaixadas no orçamento, uma parte do dinheiro do mês vai ser poupado e investido. Defina os valores mensais ou semestrais necessários para chegar a cada sonho. Os valores devem ser aplicados em um investimento seguro e compartilhados com todos os envolvidos.

10- Crie sua reserva de emergência 

Com dívidas pagas e encaixadas no orçamento mensal, é o momento certo para começar sua reserva de emergência. O ideal é ter o equivalente de três até seis meses da sua renda mensal reservados para situações de imprevistos ou emergências. Neste caso, independentemente do valor, o ideal é começar.
Os bons investimentos para a reserva de emergência são os que oferecem liquidez, ou seja, permitem o resgate do dinheiro a qualquer momento.
Com a reserva criada, você pode começar a diversificar seus investimentos para alcançar seus objetivos ou escolher produtos com um pouco mais de risco e/ou vencimento mais distante, em nome de maior rentabilidade. Consultores financeiros poderão ajudar você a montar uma carteira ideal para o seu perfil, para seus sonhos e para seus objetivos de vida.