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Redução da taxa Selic: qual o impacto e o que fazer para proteger meus investimentos?

18 de Junho de 2020

Redução da taxa Selic: qual o impacto e o que fazer para proteger meus investimentos?

Em sua última reunião, realizada em 16 e 17.06, o Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, órgão responsável por definir a taxa básica de juros do Brasil, reduziu a Selic em 0,75 pontos percentuais, de 3,00% para inéditos 2,25% ao ano, inclusive sinalizando novos cortes até o final de 2020. Se você tem investimentos, certamente está se perguntando qual é o impacto dessa redução.

A título de comparação, em maio de 2016, há apenas 4 anos, a taxa Selic era de 14,25%.  Com a Selic naquele patamar, era possível dobrar o valor investido – a 100% do CDI¹ – em pouco mais de 5 anos. Hoje, são necessários 32 anos para duplicar o valor. Lá em 2016, quem aplicava R$100,00, ao final de um ano, acumulava R$114,25. Hoje, quem aplica os mesmos R$100,00 sai com R$102,25 após 12 meses. Vale lembrar que estamos falando da mesma aplicação, que continua pagando os 100% do CDI.

A partir deste exemplo, é possível fazermos algumas reflexões:

Realizar objetivos e sonhos levará (muito!) mais tempo.

O Brasil teve, durante um longo período, uma Selic nos patamares de 2016 ou até maiores, o que proporcionava ao investidor rendimentos atrativos e com segurança em produtos de renda fixa – como poupança, CDB, LCI e LCA. Os 14,25% ao ano do exemplo acima correspondiam a 1,12% ao mês! O pensamento de muitos investidores segue travado, ancorado naquele 1% ao mês em aplicações de renda fixa, que hoje não existe mais. Saímos de 1% ao mês para 2,25% ao ano. Portanto, o investidor deve rever seus objetivos. Ou aceita levar mais tempo para realizá-los ou busca investimentos com maior risco X retorno.

É preciso entender a importância da diversificação.

No cenário atual, de taxas de juros nas mínimas históricas – e com possibilidade de cair ainda mais – o investidor que deseja uma rentabilidade mais atrativa precisa entender a importância da diversificação. É o famoso “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. Não existe milagre no mercado financeiro. Os que desejam maiores rentabilidades, obrigatoriamente, assumirão maiores riscos. Por isso, diversificar é importante sob dois aspectos: diluir o risco e aumentar a perspectiva de rentabilidade. A diversificação, feita conforme o seu perfil de investidor, protege seu patrimônio e otimiza sua rentabilidade.

Buscar informações, orientações e conhecimento.

Entender o que acontece com a economia e os impactos que isso tem nos investimentos nem sempre é simples, principalmente para quem deseja apenas guardar um dinheiro, fazer um “pé de meia”. Buscar orientação profissional e conhecimento é cada vez mais importante para quem deseja cuidar bem do seu dinheiro. Informar-se através de fontes seguras é fundamental para não cair em armadilhas que prometem altos rendimentos sem risco.

Se você não é do ramo financeiro e está confuso com essa enxurrada de informações que vem de todos os lados, busque ajuda de um profissional certificado e que atue junto a uma instituição sólida. Desconfie de resultados fáceis. Renove seus conhecimentos através de órgãos oficiais, como Anbima, Banco Central (BACEN) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Fontes oficiais, seguras e que em muito contribuem com informação e qualificação para o investidor.

Para minimizar os impactos das quedas da Selic no seu “pé de meia”, comece conhecendo a você mesmo, seu perfil de investidor. Conheça os produtos nos quais você aplica seu dinheiro. Informe-se e renove seus conhecimentos. Busque ajuda de um profissional e uma instituição nas quais você confia. Seu dinheiro e seu futuro agradecem.

*texto escrito pelo nosso Assessor de Investimentos, Daniel Kurmann.